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Phasmahyla cochranae
Chocolatefoot Leaf Frog, Perereca-da-folhagem
family: Hylidae
subfamily: Phyllomedusinae

© 2009 Mario Sacramento (1 of 15)

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Conservation Status (definitions)
IUCN (Red List) Status Least Concern (LC)
CITES No CITES Listing
Other International Status Least Concern (LC)
National Status Not Listed (http://www.mma.gov.br/port/sbf/fauna/index.cfm)
Regional Status Minas Gerais State Red List: Presumed to be threatened.

 

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Descrição:
Phasmahyla cochranae é uma pequena perereca verde, o CRC varia entre 28 mm a 37 mm em machos e 41-46 mm em fêmeas. O focinho é arredondado. Tímpano distinto visto de baixo, escondido por detrás, medindo ½ do diâmetro do olho. Olhos moderadamente grandes, dirigidos para frente. Pupilas verticais. Prega supratimpânica distinta apenas a partir de borda posterior do tímpano até o ombro. O saco vocal é subgular ou ausente. Narinas na ponta do focinho, colocadas lateralmente e direcionadas para trás. Discos dos dedos distintos. Dedos livres, membranas ausentes. Tubérculos subarticulares dos dedos moderadamente desenvolvidos. Calos nupciais presentes no interior do primeiro dedo do lado de fora. Pregas no antebraço distintas, glandulares. Apresenta tubérculos subarticulares . Textura geral dorsal suave-glandular; na garganta e no peito fracamente glandular; ventre glandular. Discos dos dedos do pé distintos. Tubérculo metatarsal interno ovóide; calcanhar com pequenos apêndices. Padrão da coloração dorsal verde brilhante, mas pode variar dependendo da hora do dia, a marrom ou vermelho-tijolo, com manchas brancas pequenas espalhadas. Superfície ocultas dos flancos, braços, pernas, dedos das mãos e pés com manchas arredondadas laranja ou amareladas irregulares roxo ou vermelhas chocolate. Exibe algum dimorfismo sexual, com os machos sendo mais leves e menores que as fêmeas (Bokermann 1966; Heyer et al. 1990). Cruz (1990) descreveu o crânio osteologia de uma espécie estreitamente relacionada P. guttata.

Os girinos foram descritos por Bokermann (1966), Cruz (1982) e Heyer et al. (1990): Fórmula dentária 1 / 2 (1) ou 0 / 1 (1). Comprimento total 43 mm no Gosner 36. Corpo sub-cilindrical em vista dorsal e triangular em vista lateral. Focinho largo no contorno dorsal. Olhos dorsolaterais, dirigidos lateralmente. Narinas dorsalaterais, pequenas e arredondadas. Espiráculo ventral, com abertura elíptica, dirigido posteriormente. Tubo anal longo e dextral, não fundido com a membrana caudal inferior. Cauda ligeiramente superior ao corpo. Origem da nadadeira dorsal no terço posterior do corpo. Membranas dorsal e ventral arqueadas. Aparelho bucal anterovenral, com um funil em forma de prega cutânea semicircular, bilobada superiormente, com diferentes tamanhos de papilas. Mandíbulas moderadamente desenvolvidos e finamente serrilhadas, maxilar superior em formato de V. Musculatura caudal atingindo a ponta da cauda. Coloração geral cinza acastanhada, membranas transparentes, com cromatóforos (Altig e McDiarmid 1999).

Distribuição, Altitude, Habitat: Phasmahyla cochranae ocorre ao longo de riachos de mata, associada Mata Atlântica na região leste Minas Gerais, sudoeste do Rio de Janeiro e leste de São Paulo, Brasil; Ocorre até 800 m anm.

História de Vida, Abundância, Atividade e Comportamentos Especiais: Phasmahyla cochranae vive na vegetação ciliar ao longo dos córregos florestais (Ribeiro et al. 2005). É comumente encontrada em abundância muito baixa, geralmente não mais de 3 indivíduos em um coro (Heyer et al. 1990), ela ocorre de outubro a abril (Cardoso, Andrade e Haddad, 1989). Os ovos são depositados em massas gelatinosas no interior de envelopes de folhas dobradas postas acima de riachos encaixoeirados; girinos pingam das folhas e vão para remansos mais profundos e mais silenciosos jusante ao longo dos riachos, onde freqüentemente se formam cardumes próximo superfície da água durante a noite (Bokermann 1966; Haddad e Sazima 1992, modo reprodutivo 25 de Haddad e Prado, 2005). O desenvolvimento leva cerca de 5 meses (Bertoluci 1997; pers. obs.). A média do número de ovos por desova é 32, é a coloração geral é creme (Bokermann 1966; Haddad 1991). Girinos desta espécie são neustonicos e forrageiam na superfície da água (Altig e McDiarmid 1999). Os girinos são encontrados com maior abundância entre setembro e dezembro (Bertoluci 1997). Durante o dia eles se refugiam sob pedras, troncos e outros detritos (Bokermann 1966).

Tendências e Ameaças:
A sua distribuição geográfica está dentro de áreas protegidas, como o Parque Estadual Nova Baden, Parque Estadual de Ibitipoca, no estado de Minas Gerais, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, Parque Municipal do Itapetinga, Serra do Japi, Parque Estadual de Campos do Jordão e, Estação Biológica de Boracéia, no estado de São Paulo, e no Parque Nacional de Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro. Declinando segundo a IUCN (2008).

Observações:
O número diplóide é igual a 26 (Duellman 1968). O gênero foi nomeado em referência ao típico caminhar, que lembra o dos insetos da ordem Phasmatodea (Cruz 1990). O epíteto específico desta espécie é em homenagem Dra. Doris. M. Cochran (USNM) (Bokermann 1966).

Referências:
A lista de literatura citada encontra-se no fim do resumo em inglês.

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Escrito por: Diogo Borges Provete, Departamento de Zoologia e Botânica, Universidade Estadual Paulista-SP (UNESP), Brasil, 2008-10-03
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Citation: AmphibiaWeb. 2017. <http://amphibiaweb.org> University of California, Berkeley, CA, USA. Accessed 20 Oct 2017.

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