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Phyllomedusa ayeaye
Reticulate Leaf Frog
family: Hylidae
subfamily: Phyllomedusinae
Conservation Status (definitions)
IUCN (Red List) Status Critically Endangered (CR)
CITES No CITES Listing
Other International Status Critically Endangered
National Status Threatned
Regional Status None

 

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Descrição:
Phyllomedusa ayeaye é uma Phyllomedusa pequena (CRC 35-42,6 mm em machos, 41,3-46,1 milímetros em fêmeas) (Lutz 1966; Caramaschi et al. 2006), pertencente ao grupo hypochondrialis com o corpo verde e um padrão reticulado de vermelho e manchas laranja cercados por preto ou roxo escuro sobre a superfície oculta dos flancos e membros. A cabeça ocupa o primeiro terço do corpo, as glândulas paratóideas e o saco vocal são indistintas, tímpano e pequenas coanas; olhos com pupilas verticais e dentes vomerinos ausente. Os braços são robustos, com antebraços levemente hipertrofiados. Mãos com dedos finos, sem membranas ou franjas, discos pouco desenvolvidos, com dedo I alargado na base e em oposição aos outros dedos (Almofada nupcial de asperezas espinhosas evidente no sexo masculino, visível no dedo I), subarticular e tubérculos supranumerários únicos, grandes, arredondados. As pernas são curtas e robustas, comprimento da coxa um pouco mais que o comprimento da tíbia e ambos menores que o comprimento do tarso-pé; apêndice calcar e prega tarsal ausente; tubérculos metatarsais indistinta. Pé com dedos finos, sem membranas nem franjas, e com discos apicais globosos, pouco desenvolvidos. Dedos I e II, em oposição aos outros; pé com tubérculos subarticular e supranumerários únicos arrredondados, grandes. (Caramaschi et al. 2006).

Algumas populações apresentam particularidades regionais no padrão de coloração, como faixas reticuladas no lábio superior, e um padrão reticulado no limite das pálpebras, superfície ventral de cor ligeiramente diferente (variando de esbranquiçada a amarelo claro) e o padrão variando de cinza, preto com roxo. Para mais detalhes e desenhos de alguns desses padrões de variações ver Baêta et al. (2010).

O girino de P. ayeaye tem um corpo ovóide, ligeiramente mais largo que alto, com um comprimento total de cerca de 44,3 ± 2,0 mm no estágio Gosner 37 (Pezutti et al. 2009). Olhos laterais, grandes, o espiráculo é ventral, abertura posterior o tubo anal dextral. Nadadeira ventral origina-se anterior ao tubo de anal e terminando em um flagelo (Lutz 1966). A coloração do corpo e cauda é cinza-amarelada, com pontos mais escuros de cinza espalhadas sobre a superfície dorsal e ventral do corpo e na musculatura da cauda, em vista lateral a porção dorsal do peritônio é azulada, Ventre prata e nadadeira dorsal e ventral transparente com pontos branco e preto espalhados principalmente na nadadeira ventral. LTRF (2) / 3 (1): A1=A2; P3 menor que P1 e P2 (Pezutti et al. 2009). O aparelho oral é cercada por uma fileira de papilas marginais bem como papilas submarginais (Cruz 1982). capa da mandíbula pigmentadas e finamente serrilhadas nas margens, mandíbula superior em M e bainha inferior em V (Pezutti et al. 2009).

A descrição de Phyllomedusa ayeaye (Lutz 1966) tem alguns dados sobre a história natural da espécie (percepções dos autores sobre as vocalizações e movimentos das espécies), uma vez que Baêta et al. (2009) sinonímizou Phyllomedusa itacolomi (Caramschi et al. 2006) com P. ayeaye, a descrição de P. itacolomi é uma boa fonte de informação. Pezzuti et al. (2009) fornecem uma boa descrição do girino de Phyllomedusa ayeaye (tratada como P. itacolomi) e complementa com a descrição original de Lutz (1966) (que carece de desenhos e comparações com algumas espécies do grupo hypochondrialis. Cruz (1982) fornece o primeiro desenho dos girinos de P. ayeaye e comparações interessantes com outros membros do gênero.

Distribuição, Elevação, e Habitat:
Phyllomedusa ayeaye habita riachos e poças profundas em formações abertas do sudeste do Brasil. Sua distribuição está associada a "Campos Rupestres", juntamente com a formação de Cerrado e sua transição para a Mata Atlântica Semi-decídua nos estados brasileiros de Minas Gerais e na região Norte de São Paulo até 1600 m asl (Araújo et al. 2007; Baêta et al. 2010). Giovanelli et al. (2008) forneceu um modelo de nicho ecológico que previa a distribuição geográfica desta espécie além da sua distribuição atual conhecida. Novos dados de distribuição, que apareceram em Baêta et al. (2010) concordam com esse modelo.

História de Vida, Abundância, Atividade e Comportamentos Especiais:
Há uma falta de informação sobre a história natural dessa espécie, mas aparentemente a atividade reprodutiva ocorre entre outubro e dezembro (Araújo et al. 2007), quando machos podem ser ouvidos vocalizando em arbustos (0,5 a 2 m acima da água) na vegetação marginal de lagoas e riachos temporários (Caramaschi et al. 2006). Indivíduos recém-metamorfoseados podem ser encontrados em março (Drummond 2006) P. ayeaye reproduz-se fazendo ninhos de folhas, que pairam sobre poças em áreas abertas, com vegetação densa no interior (Cardoso et al. 1989; Caramaschi et al. 2006). Os adultos ocorrem em baixas densidades (Baêta et al. 2010; Giaretta e Oliveira 2007) e também em baixas freqüências (Araújo et al. 2007). Esta espécie ocorreu em apenas um dos 31 locais amostrados por Araújo et al. (2007).

Tendências e Ameaças:
A sua distribuição abrange áreas protegidas no Brasil, como o Parque Estadual das Furnas do Bom Jesus, no estado de São Paulo, Parque Estadual do Itacolomi, o Parque Nacional da Serra da Canastra, Reserva Particular do Patrimônio Natural Ovídio Pires, estes últimos no estado de Minas Gerais. Baêta et al. (2010) e Araújo et al. (2007) com base em novos dados sobre a distribuição geográfica e a abundância pedem a exclusão de P. ayeaye tanto da Redlist IUCN quanto da lista de de espécies ameaçadas no Brasil.

Referências:
A lista de literatura citada encontra-se no fim do resumo em inglês.

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Escrito por: Diogo Borges Provete e Leonardo dos Santos Gedraite, Departmento de Zoologia e Botânica, Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus São José do Rio Preto-SP, Brasil, 2010-08-12
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Citation: AmphibiaWeb. 2017. <http://amphibiaweb.org> University of California, Berkeley, CA, USA. Accessed 16 Oct 2017.

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